Trekking

Petrópolis x Teresópolis

Trekking

Petrópolis x Teresópolis

Sobre a travessia

A travessia Petrópolis x Teresópolis, na região Serrana do Rio de Janeiro é a mais conhecida entre os amantes de montanhas. É considerada uma das mais bonitas do Brasil. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, unidade de proteção a qual a travessia faz parte, recebe visitantes de diversos países. São 30 quilômetros de percurso que conecta as cidades de Petrópolis e Teresópolis sobre as montanhas fascinantes.

Principais pontos do trekking

A travessia contempla diversos pontos culminantes, entre eles; Castelos do Açú, Morro do Marco, Morro da Luva, Elevador, Morro do Dinossauro e, finalmente, a Pedra do Sino, o ponto mais alto do PARNASO. Normalmente percorridos em 3 dias, sendo 2 noites acampados nas montanhas.  Castelos do Açú e Pedra do sino possuem abrigos que detém infraestrutura para o pernoite e área para camping.

O trajeto da travessia

Percurso até o Morro do Açú

A primeira conquista da travessia é o Morro do Açú, com sua altitude máxima de 2.232 metros. A trilha inicia-se na sede do parque no bairro de Bonfim, em Petrópolis. São cerca de 8 quilômetros percorridos em uma média de 6 horas. É a parte da travessia considerada mais pesada, decorrente a sua alta declividade.

A caminhada possui pontos de paradas com paisagens exuberantes. Como a cachoeira Véu da Noiva, mirante da Pedra do Queijo e Chapadão. A chegada ao Morro do Açú é recompensadora. À primeira vista, os castelos dão boas-vindas, vista que já faz valer a pena a aventura do primeiro dia.

O pôr do sol é apreciado no mirante Cruzeiro, é o ponto mais alto do Açú. Logo após, o céu estrelado e as luzes da cidade do Rio de Janeiro ganham espaço. Após o espetáculo da natureza, o descanso no abrigo ou no camping é mais do que merecido. O frio costuma ser intenso assim que o sol se põe, sobretudo na temporada de montanha, período de abril a agosto.

Percurso até a Pedra do Sino

O dia seguinte é marcado pela continuidade do trekking. A beleza da geologia da Serra dos Órgãos se torna ainda mais grandiosa na luz da manhã, assim como a cidade do Rio de Janeiro e a baixada fluminense vistos por cima das montanhas.

Do Açú partimos para a Pedra do Sino, são mais 8 quilômetros de trilha. A duração aproximada é de 7 horas de caminhada. Este percurso, em dias nublados, principalmente, requer a companhia de guias experientes, tendo em vista que há facilidades de se perder. Além disso, ele apresenta trechos em que são necessários o uso de equipamentos de segurança, como no trecho chamado de “cavalinho”.

Passamos por cerca de 5 montanhas no caminho. Alternando entre topos e vales. O morro do Marco é a primeira montanha que atravessamos. Neste ponto ainda é possível observar o Castelo do Açú, ficando mais distante a cada passo que avançamos. Os portais de Hércules localizam-se próximo a este cume, é preciso sair da trilha principal para chegar ao mirante. O que mais uma vez reafirma a extrema necessidade de guias. De lá avistamos a Serra dos Órgãos por outra perspectiva, é considerada a vista mais bonita da travessia.

Abaixo do Morro do Marco está o Vale da Luva, cerca de 30 minutos de descida, após retornar dos Portais. Nele há um riacho de águas cristalinas, ponto de reabastecimento de água, que é coberto por mata nebular. Orquídeas endêmicas, próprias da Serra dos Órgãos “decoram” a paisagem.

Os próximos pontos são o Morro da Luva e a cachoeirinha, ela se encontra na descida do Morro. A cachoeira é um ótimo ponto de descanso e de reabastecimento de água. Logo após a Cachoeirinha, há a subida conhecida como “elevador. Trata-se de um trecho com uma escada de ferro de cerca de 50 metros de altura. É preciso ter cautela e cuidado ao subir este pedaço.

Na sequência conquistamos o Morro do Dinossauro, ponto em que já é possível avistar a Pedra do Sino, além do Vale das Antas e a Pedra do Garrafão. O vale das Antas está há 40 minutos de caminhada partindo do Dinossauro. A nascente do Rio Soberbo está sobre o vale. O Dorso da baleia é a próxima subida. Dele é possível avistar o último trecho, um paredão íngreme, onde o cavalinho, o trecho mais complexo da travessia, se encontra.

O “cavalinho” recebe este nome por se tratar de uma rocha posicionada verticalmente. Para avançá-la é preciso “montar” sobre a rocha. O uso de equipamentos de segurança é fundamental para que tal travessia seja segura. Após este obstáculo, os aventureiros caminham por uma trilha estreita, a qual contorna a Pedra do Sino. Até chegar em seu topo, sobre 2.275 metros de altitude.

O pôr do Sol é assistido do ponto mais alto da travessia. É o local que oferece uma vista 360º. A energia contagia todos os montanhistas. A visão noturna também é encantadora, já que é possível apreciar as estrelas e a luz da cidade carioca, em dias de tempo bom. A segunda noite é finalizada no abrigo do Sino, munido de cozinha, banheiro, beliches e bivaque; ou na área de camping.

Percurso Açú e sede do Parque em Teresópolis

O terceiro e último dia de travessia inclui apenas a descida do Sino até a sede do Parque em Teresópolis. São 11 quilômetros de caminhada suave, serpenteando as montanhas na sombra da vegetação. O caminho oferece vistas para a cidade de Teresópolis e para o Parque Estadual dos Três Picos. Sua descida também oferece paradas em cachoeiras, sendo a mais conhecida o Véu da Noiva de Teresópolis. Ponto para fechar com chave de ouro a travessia mais bonita do Brasil.

Observação:

Trilha não recomendada para SEDENTÁRIOS ou pessoas muito ACIMA DO PESO.

Roteiro:

1º dia: Subida de 8 quilômetros até os Castelos do Açú, com início na sede do parque em Petrópolis. Pôr do sol visto do Cruzeiro, segundo ponto mais alto da travessia, 2.232 metros de altitude. Pernoite no abrigo do Açú.

2º dia: Travessia do Açú a Pedra do Sino. Parada nos Portais de Hércules. E pausa para almoço em um dos Vales que possui riacho. Pôr do sol é visto da Pedra do Sino. Pernoite no abrigo do local.

3º dia: Nascer do Sol apreciado no ponto mais alto da Travessia, 2.275 metros de altitude localizada na Pedra do Sino. Descida de 11 quilômetros até a sede do parque em Teresópolis, com pausa da cachoeira Véu da Noiva.